sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Confortavelmente perdido


Amar-te seria reduzir-te:
O amor é tão insignificante entre nós
Um esboço patético do que pode a emoção
Criar em tão porético espaço ou tempo
Dum nunca eterno beijo...

Até quando vais durar?
Nesta expectativa volátil,
Que de tanto te desejar
Me consome o receio de viver mais um dia?

A ânsia vertiginosa de ser quase tocado,
Pelo teu sopro a penetrar na minha boca
Que me faz arremessar o que sinto
E o universo torna-se em ti

E é aí que te respiro
Que te saboreio
Que te faço latejar de vida
Como se da morte te recompusesses...

E quando desperto o toque atinge-me
Como se balas a ferver me dilacerassem
Quando abro os olhos, tu desapareceste,
E o sonho ainda agora começou...