sexta-feira, 20 de março de 2009

Revoluções


Às vezes dói-me o sentimento...
(Aquele que brota e cresce e dá frutos)
Mas passamos o tempo a atenuar-lhe o que dele se poderia notar
Enraizando-o no fundo da alma onde vegeta agressivamente.

E porque não me dói o corpo?
AS cicatrizes e os excessos não o prejudicam
Fazem dele tela pintada, triste ao amanhecer!
Pisada e esquecida por gente nenhuma.

Se pudesse sonhar para além do inalcançável
Talvez visitasse a plena harmonia um dia
No terreno que faz de mim humano
Aos olhos dos que não sentem o que escrevo.

Nisto, escravizo os meus sentidos
Deixando-os perdurar numa prazenteira aventura
Perdendo por fim a necessidade que mais sinto:
A necessidade de ser ouvido.

Agora rendido
Choro à incapacidade dos acontecimentos
A procura no passado é escassa e sem proveitos
E o negro e escuro futuro é o meu novo embalo fraterno.

Há quem sonhe com um mundo melhor
Repleto dos tais desejos inatingíveis e de complexos sistemas de felicidade
Porém, a sua alegria não surge e arranca sempre dos demais refúgios
A rendição necessária à passividade dos homens.

Não há nada melhor que nos confundirmos com a paisagem
Serena, na volúpia das brisas das noites em claro.
Viajando a milhões de quilómetros por segundo!
Enquanto parados, ouvimos um ruído estranho que nos enternece.

E não perde tempo a tornar-se no melhor momento da tua vida!

3 comentários:

alice atras do espelho disse...

Exelente fotografia! Acompanhada por um texto...deliciosamente intrigante. Parabéns pela criatividade.

Vou adicionar este blog "Citadino" à minha lista, se não se importar.

Anônimo disse...

lindo. adoro..

Anônimo disse...

es espetacular..