
Quase corredores a céu aberto,
Percorro os inebriantes caminhos
Com restos de vómito, lixo, sangue e droga
E não há um único som a acompanhar o meu passo.
Sigo pelo escuro...
Passos aproximam-se e o vulto chega perto! Toca-me...
O mundo de repente tornou-se tão pequeno,
Tão reconfortante...
O mais pequeno mal solta-se de mim
E todo o imaginário alguma vez colhido
Paira à volta com esperança de poder voltar
Que deste estado não me libertarei tão cedo...
E quando já nem penso nem acho
E a vida me tem como sua
Volta o tempo e o espaço a apoderar-se de mim
Como se objecto deles me tratasse...
A fulgurar a minha revolta
Dou por mim a existir
Quando me sentiria melhor a ser sem ter de escolher ser
Mas não quero ser...
E se do nada sou eu feito... Ao nada quero pertencer!