Emergiam do mundo, dessa carcaça...
Ratos? Musaranhos? Que estranha raça!
Derrubam o chão onde a gente passa
E embora eu não saiba mais o que faça
Corre o ciclo da inquietante desgraça.
Chamar-lhes-ia toupeiras gigantes
Isto se não fossem do tamanho de térmitas pedantes
Gostaria de fazer um poema em sua honra
Se não fosse a construção da nova Gomorra
Que não me deixa concentrar e criar...
Roubam a hostilidade dos meus versos
Trocam-na por capitais, cenas de excesso!
E eu fico agarrado ao meu nome encravado,
A rezar por um mundo que não seja cavado.
E me dê um bruto prazer nesta vindoura ameaça.
Nenhum comentário:
Postar um comentário